quinta-feira, 7 de junho de 2012

Eco Dica: Hambúrguer de P.T.S. (Proteína Texturizada de Soja)

Ingredientes 


· 1 xícara de chá de proteína de soja
· 2 copos de Água morna
· 1 ovo
· Sal a gosto
· 2 dentes de alho amassados
· 7 colheres de sopa de farinha de trigo
· 1 colher de sopa de cheiro-verde picado
· 1/2 xícara de chá de cebola ralada
· 1 colher de café de orégano
· Pimenta-do-reino branca a gosto
· Cominho a gosto


 Modo de preparo

Hidrate a proteína na água morna, por 20 minutos. Escorra toda a água e esprema bem o excesso de água e misture os demais ingredientes. Modele os hambúrgueres e frite em um pouco de óleo .

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Bloqueio em alto mar




Após o bloqueio do quebra-gelo finlandês Nordica, nesta semana, ativistas do Greenpeace voltaram a interceptar, em alto mar, o navio contratado pela Shell, em um protesto pacífico para impedir o início da exploração de petróleo da região do Ártico.
De propriedade do governo finlandês, o Nordica foi contratado pela petroleira multinacional para dar apoio às atividades de perfuração de poços de óleo no norte do Alasca, no Ártico –uma região de ecossistema sensível e condições climáticas extremas, onde um vazamento seria praticamente impossível de limpar.
Nordica foi interceptado na madrugada de hoje (03/05) em água suecas, quando rumava para o Ártico. Seis ativistas escalaram o quebra-gelo e se acorrentaram a bordo. Eles pedem que a multinacional abandone seus planos de perfurar cinco poços de petróleo no Alasca neste verão. Neste momento, os ativistas resistem a bordo.
“Os planos irresponsáveis da Shell representam uma ameaça inaceitável a um lugar único da Terra”, disse Therese Jacobson, do Greenpeace Nórdico. “Estamos em uma encruzilhada. Ou decidimos proteger o Ártico ou permitimos que a Shell e outras corporações gananciosas destruam esta região preciosa. A escolha é clara: devemos proteger o Ártico.”
A Shell foi a primeira grande petroleira a colocar a região do Ártico como foco de suas atividades exploratórias. Se a multinacional tiver êxito em encontrar petróleo, a expectativa é que se inicie uma corrida sem precedentes na região, em busca das últimas reservas de óleo.
Um dos mais importantes santuários do mundo, o Ártico já sofre com os efeitos do aquecimento global e redução das calotas polares. Em 30 anos, a região perdeu 75% de seu gelo e as temperaturas lá estão aumentando em grande velocidade, se comparadas com outras partes do planeta.

Shell avança sobre o Ártico




Em uma nova tentativa de convencer a multinacional Shell a abandonar seus planos de exploração no Ártico –região que abriga um ecossistema sensível e já ameaçado pelo aumento das temperaturas globais–, ativistas do Greenpeace bloquearam dia 01/05/2012, em Helsinque (Finlândia), um navio quebra-gelo a serviço da empresa e que estava prestes a partir para o Alasca como apoio às operações de perfuração de petróleo.
Ao todo, quarenta e dois ativistas de 13 países participaram da ação pacífica. Vinte deles se acorrentaram a bordo do navio Nordica, impedindo sua partida.
Após seis horas e meia de resistência, a polícia removeu os manifestantes. Mas, para a surpresa das autoridades finlandesas, outros 22 ativistas a bordo de botes infláveis conseguiram furar o cerco da guarda costeira e instalaram boias diante do Nordica. Enquanto isso, outros nadaram em direção ao quebra-gelo. No final da ação, todos os ativistas foram presos.
“Viemos aqui hoje representando cerca de 400 mil pessoas em todo o mundo que, durante os últimos dois meses, enviaram cartas para os executivos da Shell manifestando sua oposição aos planos irresponsáveis da empresa de perfurar [poços de petróleo] na preciosa região do Ártico”, disse Tapio Laakso, do Greenpeace Nórdico.
De propriedade do governo finlandês, o Nordica dará suporte a duas plataformas da Shell que, neste verão, iniciarão as perfurações de cinco poços de petróleo na costa norte do Alasca. Após o protesto do Greenpeace, o navio partiu em direção a seu destino.
A Shell foi a primeira grande petroleira internacional a colocar o Ártico como foco de seus planos de exploração. O temor é que, caso a empresa tenha êxito em suas prospecções, se dispare uma corrida pelo óleo sem precedentes na região.
As condições climáticas extremas do Ártico e o curto verão representam um desafio operacional para a Shell, que conta com uma pequena janela de tempo para a perfuração dos poços antes do retorno do gelo do inverno. Um vazamento de óleo nesta região teria efeitos devastadores para o sensível ecossistema da região e seria praticamente impossível de limpar.

Segurança de Angra 3 em cheque


O governo alemão adiou a decisão sobre o empréstimo que seria feito para a construção da usina nuclear de Angra 3. Brasil e Alemanha são parceiros atômicos desde a década de 1970 e acordaram um valor equivalente a 41,4% do custo da usina, equivalente a 1,3 bilhões de euros. O financiamento viria de uma associação de bancos europeus, com garantia de empréstimo dada pela Hermes, agência estatal de crédito alemã.
O responsável pela prorrogação do financiamento foi o estudo de segurança da usina apresentado pela Eletronuclear que foi considerado insuficiente e incompleto. Alguns aspectos relevantes à segurança não foram apresentados no relatório como, por exemplo, um teste de estresse exigido pelo governo alemão depois do acidente em Fukushima, no Japão.
O Greenpeace Alemanha já havia divulgado dois estudos que indicavam a possibilidade de uma catástrofe nuclear acontecer em Angra 3 devido a ausência de certos componentes essenciais de segurança que poderiam fazer com o que o Brasil tivesse uma catástrofe ainda maior do que a de Fukushima.
Sem a segurança garantida, o projeto de Angra 3, concluído há cerca de quatro décadas, felizmente vai continuar sendo apenas um projeto. Um país como o Brasil, com um potencial imenso de energias renováveis, poderia aproveitar os ventos e a irradiação solar para se tornar o primeiro país com uma economia forte baseada em uma matriz energética limpa e sustentável. Não há motivos para que a exploração de petróleo na camada pré-sal seja incentivada, muito menos para receber investimentos internacionais em energia nuclear.
A incoerência também foi apontada por alguns parlamentares alemães que disseram não fazer sentido a chanceler alemã Angela Merkel ter anunciado que, até 2022, não haverá mais energia nuclear na Alemanha, e continuar incentivando construções de novas usinas em outros países. 

domingo, 22 de abril de 2012

Dia da Terra sem Desmatamento




Hoje, 22 de abril é o dia internacional do planeta Terra. Neste dia precisamos continuar mobilizando os brasileiros para aderirem a campanha pelo Desmatamento Zero.
Precisamos mobilizar 1.4 milhão de pessoas em todo o Brasil para se juntarem à nossa luta contra a destruição das nossas florestas.
Assine a petição e junte-se a nós, cobrando dos governantes uma solução! A Terra e o Brasil precisa de uma voz: a sua!
Juntos podemos levar para o Congresso uma lei popular pelo fim da destruição das florestas. Entre na Liga das Florestas. Assine, compartilhe, ajude a salvar a flora e a fauna nacionais e participe da construção de um futuro verde para o Brasil. 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Apple, Amazon e Microsoft são convidadas a abandonar energias sujas


(Acima: Ativistas do Greenpeace Internacional escalam a sede da Apple, em Cork, na Irlanda, para pedir que a empresa use energias renováveis em sua nuvem de dados)



Hoje, o desafio de limpar as nuvens de dados foi levado diretamente às empresas Apple, Amazon e Microsoft. O relatório “How clean is your cloud?” (em português, “O quão limpa é a sua nuvem?”), lançado ontem, avalia o uso de energia de 14 empresas de Tecnologia da Informação (TI) e o abastecimento de eletricidade de mais de 80 datacenters. Com base nos dados do relatório, o Greenpeace pede que a indústria da informática abandone o uso de energias sujas, basicamente carvão e nuclear, e passem a usar energias renováveis e limpas.
Para isso, o Greenpeace Luxemburgo foi até a sede europeia da Amazon, o Greenpeace Turquia até a sede da Microsoft em Istambul, e a equipe do Greenpeace Internacional foi para Cork, na Irlanda, visitar a sede da Apple. O objetivo era convidar essas três gigantes da tecnologia para que se juntem ao grupo de empresas que já tomaram a decisão de investir nas renováveis e em eficiência energética. Com a rápida expansão do uso da tecnologia do armazenamento de dados na nuvem, as empresas de TI precisam mudar suas fontes de energia.
As equipes dos escritórios do Greenpeace usaram maneiras diferentes para chamar a atenção dessas três empresas e comunicar que suas escolhas em relação aos seus datacenters e a forma de abastecimento de energia da nuvem têm impactos reais no nosso planeta. Na sede da Microsoft, ativistas subiram ao telhado com banners em formato de nuvem e, em Luxemburgo, na sede da Amazon, a mensagem ‘O quão limpa é a sua nuvem?’ podia ser vista do telhado da empresa junto com enormes balões. Já na Irlanda, ativistas utilizaram uma máquina especial para ‘fabricar’ nuvens.
O Greenpeace quer mostrar que essas empresas podem seguir os passos do Google do Facebook e do Yahoo, que já optaram por abastecer suas instalações com energias limpas, e usar sua capacidade de inovação para garantir que as nuvens e o armazenamento de dados serão alimentados por fontes renováveis. 
Os protestos foram recebidos de forma bastante diferente nos escritórios. Na Turquia, a segurança da Microsoft agiu agressivamente com os ativistas, enquanto na Apple muitos dos funcionários pareciam dispostos a entender a mensagem e aceitar os folhetos explicativos. Na Turquia, os ativistas foram detidos, mas logo liberados sem nenhuma acusação.

O Ártico vale mais que petróleo


(Acima: Ativistas vestidos de ursos polares protestam diante de sede de conferência do petróleo na Rússia)
Ativistas do Greenpeace Rússia vestidos de ursos polares deram as “boas-vindas” aos delegados da segunda conferência anual “Gás e Petróleo no Ártico russo”, que começou hoje em Moscou. Eles se acorrentaram a colunas e mastros, e estenderam em frente ao hotel que sedia o evento banners com a mensagem “Sem petróleo no Ártico” e “Parem Shell e Gazprom”. Ao mesmo tempo, outros ativistas escalaram o prédio do hotel para fixar de maneira bem visível uma faixa com a frase: “Salvem o Ártico!”.


Executivos de alto escalão da Shell, Statoil, ExxonMobil, Gazprom, entre outros, estão dispostos a aproveitar a conferência para convencer investidores a apostarem na exploração de petróleo no Ártico. Com a ajuda de seus porta-vozes na conferência, o objetivo das empresas é propagandear a lucratividade e segurança da exploração off-shore na região.


Para contrapor o lobby, o Greenpeace lançou um relatório para os investidores que comparecem à conferência. O documento “Exploração de Hidrocarbonetos Off-shore no Ártico Russo: Riscos de Investimentos” argumenta que os riscos da perfuração da área não compensam, diante da baixa rentabilidade em relação às outras jazidas de petróleo da Rússia. Vladimir Chouprov, do Greenpeace Rússia, completa o questionamento: “Enquanto o uso de fontes de energias renováveis é muito mais seguro e economicamente mais eficaz, a Rússia e outros países continuam insistindo em reservas duvidosas de petróleo off-shore no Ártico.”

Além dos problemas econômicos, a questão central da exploração de petróleo no Ártico é o alto risco que a atividade oferece ao frágil ecossistema da região. As peculiaridades da geografia do Ártico, a falta de dados precisos sobre as jazidas e a baixa qualidade técnica dos projetos de perfuração e transporte de petróleo em regiões polares aumentam ainda mais os perigos sobre os pobres ursos polares.